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Miguel Lacerda

Abordar o tema Mar de Cascais para quem, há mais de cinco décadas o usufrui em termos profissionais, desportivos ou mesmo lúdicos, parece ser uma tarefa relativamente fácil mas, de facto, não é, tanto há para contar, fazer, estudar, ou mesmo denunciar… Tendo que sintetizar muito este artigo, sou obrigado a enaltecer tudo o que de bom tem sido feito, mas também chamar a atenção para que muito há a fazer. E salientar que efeitos menos responsáveis ou colaterais (devido à localização geográfica), podem de alguma forma comprometer todo um excelente trabalho desenvolvido.
O município de Cascais é, de facto, um exemplo de dinamismo, inovação e preocupação com o seu mar, denotando-se uma significativa ação e progresso nesse sentido de há 15 anos a esta parte. De saudar todos os cuidados com os caudais das ribeiras cascalenses, tratamentos e limpezas das praias e do litoral, ações
de sensibilização, inclusão, informação dos munícipes (em todas as vertentes), abertura a projetos, congressos, palestras, atividades inovadoras etc.
Este é certamente o caminho a ser seguido e ampliado a outras zonas do país. No entanto, se não houver uma atenção mais rigorosa por parte das autoridades competentes em fiscalizar e controlar a forma abusiva e irresponsável como o mar e o seu litoral têm vindo a ser tratados, tudo é infrutífero.
Eu, cascalense, estarei atento tudo farei para dar às gerações futuras orgulho de viver na nossa terra. Mar de Cascais: uma riqueza a salvaguardar.