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Tratolixo comemora 28 anos

A Tratolixo, em Trajouce, a empresa que recebe e trata os resíduos urbanos de quatro concelhos, Cascais, Oeiras, Sintra e Mafra, comemorou os seus 28 anos, distinguindo as corporações de bombeiros, funcionários e proteção civil que debelaram, em abril deste ano, um incêndio que ali deflagrou. Carlos Carreiras, presidente da autarquia cascalense, um dos quatro municípios que detêm esta empresa intermunicipal, esteve presente destacando, como marco dos 28 anos do percurso de vida da empresa o processo de recuperação financeira dos últimos anos que, precisou o autarca, "viabilizou a Tratolixo”.

“A empresa foi muito inovadora no seu arranque. Há 28 anos isto era uma lixeira a céu aberto próprio de um país do terceiro mundo. A situação evoluiu muito mas com muitos erros que foram cometidos neste percurso”. Carlos Carreiras recordou que quando assumi a presidência da Câmara de Cascais, há sete anos, “a empresa estava numa situação de grande dificuldade… em falência técnica”, precisa. O autarca explicou que a recuperação da empresa só fruto de “uma grande solidariedade entre os quatros presidentes de câmara” - ele próprio, Basílio Horta (presidente em Sintra), Paulo Vistas (presidente em Oeiras) e Hélder Silva (presidente em Mafra)”.

“Uma vez recuperados há que olhar para o futuro”, disse o presidente da Câmara de Cascais.

E o futuro, disse João Dias Coelho, presidente do Conselho de administração da empresa, passa por reabilitar a central de triagem de embalagens recicladas, que está prestes a “entrar em obras” provavelmente “ainda este ano” garante, “para que possa melhorar todo o processo mecanizado”, referiu João Dias Coelho. Esta central tem “mais de 25 anos e portanto já está ultrapassada e é um dos projetos grandes” que a empresa tem em carteira “para tornar o ecoparque de Trajouce moderno, equipado eficiente” por forma a prestar “um bom serviço público no tratamento de resíduos”, disse.

Recorde-se que à central da Tratolixo em Trajouce chegam diariamente mais de 1100 toneladas de resíduos para serem tratados e triados. Uma vez tratados uma parte, o material já crivado (designado infra 80) é enviada para a Central na Abrunheira, Mafra, e aí é decomposto e serve para a produção de gás e de energia que é vendida. Desta central sai também “um produto que serve como corretivo agrícola utilizado sobretudo nas vinhas”, explicou João Dias Coelho.

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