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Greg Stone

O biólogo marinho Greg Stone é um devotado conservacionista ambiental cuja atividade profissional assenta, desde há 30 anos, numa batalha incessante para preservar o ambiente e ajudar a salvar os Oceanos da poluição humana.

O cientista esteve presente na sessão de apresentação dos projetos do Data Science for Social Good Fellowship, em Cascais (Ver pg. 3), e deu uma palestra para “tentar alertar” as pessoas para o papel fundamental que os Oceanos desempenham na nossa vida. “Os oceanos fazem com que seja possível a existência de tudo o que nos rodeia e que as pessoas usufruem a todo o momento: o oxigénio que respiramos, a temperatura que temos, as nuvens que produzem as chuvas. É o sistema que suporta toda a vida no Planeta Terra e algo de que só nas últimas décadas nos demos conta”, disse em entrevista ao “C”. Greg Stone, que esteve presente na Cimeira do Clima de Paris, como consultor científico, manifesta oposição clara à política negacionista da administração Trump, que considera não existir qualquer alteração climática em curso no planeta. “Não é uma questão da Ciência. A Ciência é clara. É quase como negar a equação E=mc². É uma infelicidade”, sublinhou. “A ciência é o sistema de regras que nos impede de mentirmos uns aos outros”, sintetizou. Para Stone, os jovens cientistas querem ter impacto, “não através do sistema político”, mas fazendo acontecer coisas. “O que ouvi destes jovens, dá-me uma sensação de esperança. O mundo está tão complicado de maneira tão rápida que é difícil lidar com as coisas”, afirmou. Questionado sobre se este contributo dos cientistas para o bem social, não é uma espécie de mea culpa pelas coisas más que os cien tistas fazem, reconheceu que em parte sim: “Há um certo complexo de culpa, por exemplo, com a ciência do nuclear, que desenvolveu a bomba atómica, e até alguns dos fundadores da ciência informática que conheço se interrogam sobre se fizeram uma coisa boa. Com a tecnologia dos computadores vieram muitas coisas boas, como a Internet, melhores compras, melhores cuidados de saúde, mas também se disseminou a pornografia, a escravatura ou o terrorismo. É um problema existencial”. “Mas neste grupo de jovens cientistas não há qualquer mea culpa”, fez questão de esclarecer. O conservacionista tem a seu cré- dito a criação da segunda maior área marinha protegida do mundo nas ilhas Kiribati, no Oceano Pacífico. “As pessoas precisam da Natureza”, disse o cientista ao “C”, explicando que no seu projeto nas ilhas Kiribati procura mudar as mentalidades das pessoas levando-as proteger o ambiente, as pescas, a vida marinha e talvez até esta nação insular. 

Cascais Digital

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